21.7.04

Flor de Carne

Uma ferida brotou no chão do corpo,
rosa de carne muito perfumada
que florescendo me devasta. Ela traz no topo
da haste espinhosa um botão de cor avermelhada.

Doente de lirismo aguardo o tempo
quando possa apresentar à minha amada
a flor-paixão que, por escolha, não interrompo,
mesmo sabendo que poderia ser curada.

Cônscio, decidi deitar a cabeça ao cepo.
Que o amor carrasco a leve decaptada,
junto com os pudores nos quais hoje eu cuspo.

Basta da esterilidade segura. É alvorada
deste lado do mundo! O sentimento dói, mas cresce limpo
em terra onde já não crescia nada.

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Ok, ok, ok!! Eu sei perfeitamente... pode xingar e pode bater pq eu mereço mesmo!! Soneto livre de rima A B é mais feio do q bater na mãe em noite de Natal... q cuspir no avô pq ele não te deu aquela grana com a qual vc estava contando p comprar o fumo do fim de semana...

Mas, tem algo nesse texto q me agrada. E muito. Algum "nem exatamente sei o q" de romantismo derramado q o permeia. Ou pode ser q eu esteja só querendo salvar as aparências... Ahhhh sei lá. Ele está aí e aí ele vai ficar.

2 comentários:

Angelina disse...

é lindo! mas ainda prefiro o meu, hehe =)

Mon disse...

Essa foi a que eu mais gostei, também já era de se esperar,
se vc bem me conhece, sabes que quanto mais piegas e rimado, melhor.. Afinal do que vale a arte pela arte se não toca o coração dos tolos e futeis! Te Amo amigo!